Blogue simples e personalizado, de conteúdo essencialmente literário, dando voz tanto a autores desconhecidos como veiculando autores célebres; com pequenos focos na música, pintura, fotografia, dança, cinema, séries, traduzindo e partilhando alguns dos meus gostos pessoais.
Sejam benvindos ao meu cantinho, ao meu mundo :)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

New Amsterdam Preview

Once upon A time ABC New Tv series Trailer

Florbela - Trailer

Touch: Trailer da nova série de Kiefer Sutherland (24 horas)

X-Men Origins: Wolverine Trailer

Batman: The Dark Knight Rises trailer 3 - Legendado

wonder woman 2011 credits

Somewhere in Time Official Trailer #1 - Christopher Plummer Movie (1980) HD

Omega - House Of Cards, Part I_Time Robber_House Of Cards, Part II



In my life I couldn't put things to the right
On covered miles you can't find my fleeting marks
Worn out shoes, half read books, scarps of food
Failure everywhere, it's a state that I can't bare

Up to now I played the game
Tried to create castles in Spain
But I'm afraid that too much time
Can't be wasted on such a crime

In my life I couldn't use the given cards
I let the losers win and I built my house of cards
It's from hopes, passed up chances, lonely walks
Hand strokes, needed body heat, all these surrounded me like walls

Up to now I played the game
Tried to create castles in Spain
But I'm afraid that too much time
Can't be wasted on such a crime

Timerobber

Rumour has it that the Timerobber is hiding in our town
Undiscovered in his magic gown
Look out ya guy, he shadows you and keeps on you an eye
It's inevitable that he'd rob your time

The Timerobber's the lord of our time
Reigns over the day and nights
He lies between you and your wife
He's the one who shortens live

Look out ya guy he doesn't care of insurance and doors
Gets into your safe home lightly through the walls
If you wanna cut out all this evil he has done against your life
You'd better exist out of our cruel time

House of cards (Part 2)

After all I'm gonna put things to the right
My house of cards has windows on each sides
I can see and understand life
Like in fairy tales passed up chance gets a shape

Up to now I played the game
Tried to create castles in Spain
And I know that too much time
Can't be wasted on such a crime

[HD 1080p] Lana Del Rey - Born To Die - L'Album De La Semaine (Aired on ...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Conto: "O Sapateiro e a Tesoura Mágica" - 1ª Parte - de Florbela de Castro

"To my Eternal Love"




No tempo das perucas altas e alvas, num país com neve, mas de montanhas floridas chamado Áustria, vivia um sapateiro solitário, de nome Gerard. Este geria o negócio de família, herdado há gerações, contudo no presente momento já não lhe restavam mais parentes e vivia só. Desde há uma década que exercia o ofício de sapateiro, que incluía oficina e loja de rua, porém, na actualidade, debatia-secom dificuldades, pois o seu calçado vendia pouco, situação não igualada aos tempos áureos em que seus avós e pais governavam essa actividade. Ele até modernizara os seus instrumentos de trabalho e a loja, feito em que gastara parte do dinheiro amealhado pela família e que já fora despendido em parte nas doenças de seus pais, que haviam requerido viagens constantes à montanha.

Gerard já passava dos 40 anos, contudo já era calvo, os seus restantes cabelos eram claros e possuía olhos esverdeados, usava óculos, tinha um pouco de barriga mas não era encorpado. Na sua adolescência até tinha boa figura mas depressa se havia desfigurado. Os seus ajudantes, moços ainda de verde juventude, riam-se à socapa da pouco graciosa silhueta do patrão. “Seria por isso que não teria clientela?”

Ainda assim Gerard era um hábil sapateiro, todavia só conseguia vender a sua produção para pessoas com poucas posses. Nem ricos mercadores, nem fidalgos adquiriam as suas obras.

Numa bela noite de primavera, Gerard trabalhava numas botas de pele encomendada spor um caixeiro-viajante, oportunidade rara dum bom negócio.

Acerta altura a sua faca de sapateiro, chamada trinchete, partiu-se em dois.“C’um os diabos!”, Gerard fitava admirado o utensílio: - Como foi isto partir??...

Ainda magicando no assunto, lembrou-se de ir à cave da loja buscar a tesoura usada por seus pais e avós no corte do couro e tecidos para o calçado, posta de lado desde a reforma de todo o negócio. E se bem o pensou, melhor o fez, terminando o corte do modelo com a antiga tesoura. Devido ao adiantado da hora Gerard não entregou o serviço às gaspeadeiras e coseu ele próprio as botas com muito primor. No final da tarefa admirou o seu trabalho satisfeito.

No dia seguinte, veio o caixeiro-viajante buscar a encomenda, pagou o preço justo e partiu para o seu destino.

Uma semana mais tarde, ainda Gerard dormia quando alguém madrugadoramente bateu à porta, com insistência.

Ensonado,o sapateiro foi abrir. Um homem de vestes abastadas adentrou a loja e retirou ochapéu, revelando ser o caixeiro-viajante da semana anterior.

Entusiasmado,o forasteiro contou ao perplexo sapateiro como a sua vida se transformara radicalmente no espaço de 7 dias, desde que calçara as botas feitas por Gerard. Fizera de tal forma bom negócio que se tinha conseguido estabelecer na cidade vizinha e com muito sucesso.

-Era o meu maior desejo – confidenciou com vivacidade o ex-caixeiro-viajante – visto que sou natural de lá.

E empolgado encomendou um par de sapatos a Gerard que permanecia um tanto ou quanto incrédulo. Mas como o cliente estava a apagar adiantado, o artífice nem pestanejou.

E novamente pôs mãos à obra. Também, pudera, há uma semana que só fazia pequenos arranjos.

Novamenteo caixeiro-viajante retornou no dia seguinte para vir buscar a sua preciosa encomenda. Alegremente se despediu de Gerard.

Uma semana depois a cena repetiu-se e o forasteiro estava de volta, desta vez acompanhado duma senhora, que este apresentou como sua esposa. Nesta ocasião encomendaram um par de calçado para cada um, com a finalidade de acorrerem a um baile no palacete dum barão, para o qual haviam sido convidados, exactamente após o ex-caixeiro calçar os sapatos manufacturados por Gerard.

Espantado,mas já menos descrente, Gerard pôs as mãos ao trabalho. Laborou afincadamente nas suas encomendas e três dias depois o casal comparecia para levar o calçado e deixar uma quantia generosa. Gerard agradeceu efusivamente enquanto que o forasteiro, já seu conhecido, afiançava:

-Tem aqui um cliente e amigo para a vida. O calçado feito por si, são verdadeiras obras-primas que têm o condão de nos conduzir aos nossos desejos.

Despediu-se alegremente deixando Gerard a pensar. Tudo aquilo parecia-lhe fazer sentido,no entanto, o que ele estranhava um pouco era como o caixeiro sabia e houvera descoberto realmente que o calçado tinha propriedades mágicas. Contudo reservou as suas interrogações para um dia mais tarde serem esclarecidas.

A fama de Gerard foi-se espalhando e os clientes e as encomendas aumentaram consideravelmente. As pessoas eram em geral abastadas e voltavam sempre para mais encomendas ou indicando alguém, contando como os seus pares de sapatos modificavam suas vidas.


Numa das suas deslocações pela cidade para comprar mais tecidos e peles, Gerard passou por um palacete e reviu uma linda mulher jovem, de quem ele ao longo dos anos sempre se encantara, através das vidraças duma janela. Como era bela! Gerard suspirou à vista daquela figura graciosa por si admirada ao longo dos tempos. Contudo achava-se demasiado feio para conseguir chamar-lhe a atenção. Acabrunhado foi à sua vida.

Ocasionalmente,o sapateiro voltou a ver a dita donzela e contemplava-a ao longe sem nunca ter coragem de tomar uma iniciativa.

Elsa de seu nome, era uma jovem fidalga de beleza tipicamente germânica; cabelos loiros quase platinados, olhos dum azul semelhante a uma turquesa cinzelada, de pele alva, faces levemente ruborizadas; esguia, o que fazia com que a sua estatura mediana a fizesse parecer mais alta. Elsa não primava pela simpatia e o seu porte altivo de queixo afilado e sorriso que não desmantelava as sua sfeições de boneca de cera, corroboravam esses atributos da sua personalidade.

Gerard já a conhecia de vista desde jovem mas devido à diferença de estatuto jamais tivera o ensejo de a conhecer pessoalmente. Com o passar da vida, arrumara essa recordação tão deliciosa, que o tempo trouxera de volta.

Porém desta vez Elsa, não saía da sua cabeça. Sonhava em poder cortejá-la, passear com ela, mostrá-la ao mundo, ao seu lado.

Inesperadamente,um dia a figura graciosa de Elsa irrompeu pela sua loja! Fazia-se acompanhar por mais uma senhora jovem e por uma senhora de idade. Gerard a custo conseguiu disfarçar a sua perturbação.

Encomendaram lindos sapatos para um baile enorme dado no Paço Real a fim de anunciar o noivado do jovem Príncipe.

Elsa tagarelava entusiasmada com as outras duas senhoras agindo como se nem sequer visse Gerard. Este sentiu-se acabrunhado. Decerto se fosse rico e belo como o príncipe teria todas as mulheres aos seus pés.

Devido à magnitude e importância do evento muita gente importante iria comparecer no baile.



Um par de dias depois, Gerard recebeu uma missiva que descobriu ser do seu tão bem conhecido caixeiro-viajante convidando-o para se deslocar à sua cidade natal para uma encomenda de calçado para o baile real.

Nesse mesmo dia pôs-se a caminho; tomou uma carruagem de passageiros que viajou durante algumas horas até o centro da cidade vizinha. A noite já caia e Gerard ainda tinha de se dirigir para os lados de uma aldeia perto da montanha. Alugou um burro e partiu para a segunda etapa do trajeto apesar dos murmúrios e resmungos do estalajadeiro onde alugara o animal, avisando-o da distância e dos perigos da montanha e das entidades sobrenaturais que nele habitavam. O sapateiro seguiu com um encolher de ombros.

Consigo transportava um farnel, o seu banquinho, a tesoura, agulha, linha e várias amostras de peles e tecidos. Já tinham avançado cerca de uma hora quando caiu uma tempestade seca com rajadas fortes, trovões e relâmpagos.

Passou por uma vedação e pensou abrigar-se da tormenta que se avizinhava. Um intenso relâmpago revelou a presença de uma linda camponesa. O rosto feminino pareceu-lhe surreal. Fios negros pendiam desarranjados num coque solto emoldurando o rosto esguio e oval de um tom leitoso e aveludado. Os lábios carnudos e redondos tinham um tom rosa-cereja completando o quadro de beleza que pairava como uma miragem na sua frente. Gaguejando inquiriu onde era o palacete do caixeiro-viajante. A jovem apontou-lhe o caminho dizendo que após virar a colina encontraria a única habitação das redondezas, não havia que enganar, era só mais meia hora de caminho. Tão depressa o homem olhou para a frente para ver direções como ao retornar o olhar a jovem havia se eclipsado!

Foi já debaixo de uma chuva fustigante que se encontrou perante um castelo, um tempo depois. Não cruzou com vivalma nos pátios e entrou por uma ala lateral. O sapateiro sentia-se confuso e atónito com a magnificência do interior do castelo onde habitava o seu amigo caixeiro-viajante.

O castelo era profusamente ornado a ouro e mármores raros. A cada passo podia encontrar do bom e do melhor. Veludos da Prússia, tapetes da Pérsia, sedas da China, porcelanas de Limoges, cristais de Boémia…

Encontrou mesa posta, servida em salva de prata, e cama feita em alvos lençóis de Cambraia.
(Continua)



Autoria de Florbela de Castro

Link da 2a parte- final :http://artlira.blogspot.pt/2012/12/conto-o-sapateiro-e-tesoura-magica-2.html

Pode compartilhar livremente a obra desde que respeite os creditos. 

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

WRAYGUNN - DON´T YOU WANNA DANCE? (HQ)

Sonho Azul - Né Ladeiras

Delfins " Aquele Inverno"

Delfins - A queda de um Anjo

AUREA - The Only Thing That I Wanted - OFFICIAL MUSIC VIDEO (HD)

aurea - busy for me "em português"

Amália Hoje - Gaivota (VIDEOCLIP)

Amor Electro - A Máquina

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Florence +The Machine - Drumming Song

Florence + The Machine 'Rabbit Heart (Raise It Up)' - Out now!

Florence + The Machine - You've Got the Love

Gotye - Hearts A Mess

Lana Del Rey - Blue Jeans

Lana Del Rey - Born To Die

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Kimbra - "Settle Down"

Gotye - Somebody That I Used To Know (feat. Kimbra) - official video





"Somebody That I Used To Know"(feat. Kimbra)


[Gotye:]
Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it's an ache I still remember

You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So when we found that we could not make sense
Well you said that we would still be friends
But I'll admit that I was glad it was over

But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and I feel so rough
No you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know

Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know

[Kimbra:]
Now and then I think of all the times you screwed me over
Part of me believing it was always something that I'd done
But I don't wanna live that way
Reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn't catch you hung up on somebody that you used to know

[Gotye:]
But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and I feel so rough
And you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know

[x2]
Somebody
(I used to know)
Somebody
(Now you're just somebody that I used to know)

(I used to know)
(That I used to know)
(I used to know)
Somebody