Blogue simples e personalizado, de conteúdo essencialmente literário, dando voz tanto a autores desconhecidos como veiculando autores célebres; com pequenos focos na música, pintura, fotografia, dança, cinema, séries, traduzindo e partilhando alguns dos meus gostos pessoais.
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domingo, 31 de agosto de 2014

Açucena - 11º Capitulo - 2ª Temporada - de Florbela de Castro



Philippe passeava de mãos na cintura pela sala com ar preocupado enquanto Evelyn esfregava as mãos nervosamente.
- Não estava previsto no nosso plano apaixonares-te pelo Edouard! O intuito era destrui-lo.
- Sim… mas julgo que consigo transformá-lo…
Philippe parou de andar e olhou fixamente a amiga.- Acho isso pura ilusão! Não sei o que vocês veem nele!
- Estás com ciúmes?? – Ripostou Evelyn com vivacidade, logo semicerrando os olhos e voltando a falar mas agora em tom baixo e provocador: - Meus ou dela?
O homem loiro olhou-a intensamente, erguendo uma sobrancelha.
- De que falas?
- Do nosso caso, Philippe! – Não te faças desentendido!
- Caso?? O que se passou entre nós não foi um caso. Foram momentos de entreajuda… - Exclamou ele, rematando: - E já foi há muito tempo!
Evelyn soltou uma gargalhada – Estás com receio de relembrar o prazer que sentiste comigo? Quando chegaste às minhas mãos estavas um caco como homem. Sem amor-próprio e sem nada… E eu fiz-te vibrar de novo, fiz brotar em ti essa sensualidade que a tua querida Açucena tanto aprecia nos dias de hoje e que a faz suspirar quando estás em cima dela.
- Pára de falar essas coisas! Ok ajudaste-me muito e não só nesse sentido. Mas lembra-te que o que me trouxe aqui foi recuperar Açucena e vingar-me de Edouard!
- Sabes, há momentos em que duvido se realmente amas Açucena…Ou se é só o teu orgulho ferido…Ela é tão insossa e não sei o que tu e o Edouard viram nela.
- Ela desperta em mim algo que não sei explicar…É uma doçura tão grande! E por favor não me compares com Edouard! – Ripostou ele com a sua voz grave. – Estás aqui para me ajudar ou não??
- Estou. – Respondeu ela já mais séria – Pela honra da nossa Família pois ainda somos primos. Mas vamos ter de mudar os planos pois desejo manter Edouard para mim…Além disso o meu grã-ducado permite-me estar longe da tua vista.

Philippe suspirou pesadamente como resposta e saiu com largas passadas.
Saiu para a rua para respirar o ar frio da noite e pensar. Contra a sua vontade as lembranças dos momentos quentes com a prima voltavam-lhe à cabeça. Evelyn realmente sabia fazer um homem sentir um fogo vindo das entranhas e capaz de deixar qualquer um louco de paixão. Ele escapara desse sentimento de entrega pois conhecera já o amor da sua vida e fora ferido por ela, mas reconhecia os talentos de Evelyn. Estremeceu com as recordações e sentiu-se culpado pensando em Açucena. Fixou o seu pensamento nela e aos poucos o seu coração amansou dessa impressão culposa. Sorriu para os seus botões.
Nesse momento um vulto encapuçado deu-lhe um encontrão.
A cabeça de Charlotte ficou a descoberto, revelando uma expressão confusa num semblante pálido.
Instintivamente Philippe segurou-a, porém Charlotte, desnorteada, tentou livrar-se dos braços que a pareciam reter.
- Nada temais jovem senhora! – Afiançou o príncipe com voz tranquilizante. A mulher percebeu o seu porte distinto e acalmou-se. – Posso ajudar-vos?...
Charlotte abriu a boca para responder mas uma voz masculina soou feroz:
- Vós! Sempre no meu caminho, Philippe!
O alto e louro homem assumiu uma atitude defensiva enquanto a mulher se escudava nele.
- Edouard! Que podereis querer desta jovem dama??
- Nada que vos diga respeito! Afastai-vos Príncipe de Angelis!
Mas Philippe permaneceu à sua frente com o sobrolho carregado.
- De Angelis, deixai-me resolver os meus assuntos com essa dama! – Instou Edouard contendo a sua impaciência e esforçando-se por ficar calmo mas firme.
- Duvido das vossas boas intenções! – Exclamou o príncipe com impetuosidade. – Sei bem como eréis violento com Açucena!
- Não tem nada a ver com isso este assunto! – Mastigou Edouard impaciente. Mas Philippe não lhe deu ouvidos e saiu correndo e levando Charlotte, deixando o duque desorientado.

Imagem da autoria de Phoenix Lu 
Pode compartilhar livremente a obra desde que respeite os créditos. Todos os direitos reservados.

sábado, 30 de agosto de 2014

CAVALEIRO - de Peter Lee Dolphein


Sim,
Soube que o querias
Em aconchego confessar
Que me Amas.

Vi,
Que era Verdade
Esse teu Sentimento
Em lágrimas
Lavado e apascentado
Como uma ovelha
Tresmalhada e sofredora.

Hoje,
É a Noite em que
Poderás dar e Sentir
Essa tortuosa Sensação,
Essa dorida Paixão
Em teu corpo sedento
Por um carinho meu.

Poderás vir, então
De Coração aberto
E sem Armadura
Pois esta Noite jurei
Ser para sempre
O teu brilhante
E Poderoso Cavaleiro
Que te espera
Para te Amar.

Author: Peter Lee Dolphein
Braga/Portugal----------09/05/2012

Autor ©: Peterleedolph , Braga 09/05/2012

AMIGA ESPERANCA - de Peter Lee Dolphein


Sei que ainda esperas
Pelo sol que sonhas-te
Sei que há um sonho
Dentro de ti esperando.

A madrugada que persiste
No teu mais profundo ser
Desperta aos poucos e viverás
Em luz transbordante de viver.

Gosto da maneira como olhas
O presente que outros,
Futuro chamam
Com desdém e desilusão
Tentando vender a extinção do Amor

Acredito que não desistirás!
Até agora não o fizeste
Pois tal como eu
Acreditas e esperas
O reino que há-de vir.

Florescendo em Amor
O dia de amanhã
Por Deus abençoado.

Autor ©: Peterleedolph , Braga 20/01/2007

ADORADA- de Peter Lee Dolphein


Esta manhã
O orvalho beijou docemente
As folhas do meu pomar.

O Sol aqueceu com ternura
As tuas pegadas na relva
E eu bebi com prazer
O café que antecede
A tua chegada gloriosa.

Senti um cheiro a Mar
Vindo do teu regaço
E quando me beijaste
Recordei o sabor
Da laranja fresca à tardinha.

Sabes bem que não posso viver sem ti.

Andei dúzias de anos à tua procura
E os Deuses castigaram-me
Para me fazer entender
Que o Amor é precioso demais
Para loucamente se esbanjar.


Autor ©: Peterleedolph , Braga 18/6/2005
Publicado No Jornal "Tribuna Pacense" em 18/7/2005
Publicado No Jornal "O Valenciano" em 16/8/2006

AMANDO! - de Peter Lee Dolphein


Queria
Dizer-te que
Sinto a tua falta.

Queria
Tanto
Sentir o teu olhar
Uma vez mais
E sentir
Que ainda me queres.

Será possível,
Partir sem ficar?
Será possível
Amar
E não sofrer assim
Sabendo que
Ainda não terminou
A nossa História?

Dei voltas
Ao meu pensar,
Questionei o meu Amar
E no fim de tudo
Só encontro
O teu nome
Gravado a Fogo
No meu Coração,
Na minha Alma
Que suspira
Em vão,
tentando esquecer
O que não pode
Nunca ser esquecido...
TU!

Author: Peter Lee Dolphein
Braga/Portugal-----17/07/2012


Autor ©: Peterleedolph , Braga 17/07/2012

domingo, 24 de agosto de 2014

"Pirâmide no Oceano -



Tela em acrílico
25x30cm
Autoria de Florbela de Castro
2014
Todo os direitos reservados.
Pode compartilhar livremente a obra desde que respeite  os créditos.

sábado, 16 de agosto de 2014

WHY? - Peter Lee Dolphein


Pergunto-me
Tão somente
O porquê
De Te querer tanto.

Procuro simplesmente
A Razão
De Te amar tanto.

E quando estou quase lá
Vem o Calor,
Vem a Emoção
De Te saber minha
De todo o Coração
Com tanto Amor
Que igual não há.

É Verdade
Que às vezes dói
É Verdade
Que tambem estás lá,
Quando a escuridão teima
E quando a Luz brilha
Porque ambos estamos ligados
Nesse Sol que arde em nós...
Esse Sol a que chamamos Amor.

Author: Peter Lee Dolphein
Braga/Portugal-------07/06/2011

Autor ©: Peterleedolph , Braga 07/06/2011