Sejam benvindos ao meu cantinho, ao meu mundo :)
domingo, 27 de novembro de 2011
There Must Be An Angel (Playing With My Heart) (Remastered)
No one on earth could feel like this
I'm thrown and overflown with bliss
There must be an angel
Playing with my heart
I walk into an empty room
And suddenly my heart goes boom
It's an orchestra of angels
And they're playing with my heart
(Must be talking to an angel)
No one on earth could feel like this
I'm thrown and overflown with bliss
There must be an angel
Playing with my heart
And when I think that I'm alone
It seems there's more of us at home
It's a multitude of angels
And they're playing with my heart
I must be hallucinating
Watching angels celebrating
Could this be reactivating
All my senses dislocating
This must be a strange deception
By celestial intervention
Leavin' me the recollection
Of your heavenly connection
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ALOUETTE - DENISE EMMER
Mon amour, au je vois la lune briller
Porquoi tu vas maintenant partir
Lá-bas la nuit est encore
C'est la reine du monde
Reste plus une seconde, reste plus une seconde
Viens avec moi
La lumière du jour nous decouvrira
Et seulement la nuit nous cachera
C'est l'amour impossible que le monde n entend rien
Reste plus un moment, reste plus un moment
Reste avec moi
Alors, tu t'es trompé
Il a été le rossignol qui tu as fait réveiller
Même l'alouette qui porte pour nous le jour
Reste plus une seconde,
Oublie le monde
Viens avec moi
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Sítios onde estive - Almada
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Amor a Portugal - Dulce Pontes-Compositor: Enio Morriconne
O dia há de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há de vencer
E a alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!
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May it Be - Enya (Aurora Borealis images)
May it be an evening star
Shines down upon you
May it be when darkness falls
Your heart will be true
You walk a lonely road
Oh! How far you are from home
Mornië utulië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornië alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now
May it be the shadow's call
Will fly away
May it be your journey on
To light the day
When the night is overcome
You may rise to find the sun
Mornië utulië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornië alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now
A promise lives within you now
Shines down upon you
May it be when darkness falls
Your heart will be true
You walk a lonely road
Oh! How far you are from home
Mornië utulië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornië alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now
May it be the shadow's call
Will fly away
May it be your journey on
To light the day
When the night is overcome
You may rise to find the sun
Mornië utulië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornië alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now
A promise lives within you now
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Conto: "O Pintor de Quadros" - 2ª e última parte - de Florbela de Castro

Intrigado ele pôs-se a caminho. Sentia-se, a um tempo, aliviado, esperançado e oprimido. Mas porquê oprimido? Nem ele próprio sabia explicar o que a sua voz interior lhe tentava avisar.
Chegado à aldeia, facilmente conseguiu capturar o maravilhoso rapaz e com ele rumou para o seu palácio. O jovem, de coração de ouro e alma cristalina, possuía uma rara beleza. Pele diáfana, cabelos loiros de reflexos dourados, feições suaves e doces e os olhos eram castanhos, tão claros e límpidos que quase se assemelhavam a ouro em fusão. Era alto, mas não corpulento.
Julgava Alexander que de alguma forma miraculosa os predicados do precioso rapaz passariam para si. Sentia-se poderoso e regozijava-se interiormente com o desfecho.
Contudo o que o pintor não esperava era que Nathalie, quando esta se acercou do rapaz de coração de ouro e alma cristalina, encantara-se por ele. Este parecia corresponder-lhe, tratando-a com simplicidade e dedicação. A cada dia que passava, iam-se tornando mais unidos.
Ferido pelo ciúme e raiva, Alexander congeminava em separá-los e acabou por seguir um impulso desastroso. Decidiu apunhalar vilmente o rapaz, para assim arrancar-lhe o coração e a alma e torna-los definitivamente seus. Não podia suportar aquela afronta!
Um dia avistou-se com o rapaz nos jardins e puxou de uma adaga para tentar desferir um golpe cobarde e fatal. Nesse momento o céu escureceu, trovejou, o palácio desmoronou-se, os criados desapareceram e Nathalie tombou fulminada. Ferido, o rapaz de ouro e alma cristalina bradou:
-Porque fizeste isso. Acaso julgas que uma boa alma se compra ou se rouba?
Logo a seguir fez-se ouvir um riso estridente da feiticeira.
-Incauto! Perdeste tudo e perdeste-te a ti. E porquê? Por um rabo de saia? O amor é para os tolos. – E rindo a bandeiras despregadas, a voz desapareceu.
Aterrado, Alexander balbuciou:
-Mas tu disseste que tudo aconteceria naturalmente.
Contudo foi o rapaz de coração de ouro e alma cristalina que lhe respondeu.
-Sim, e aconteceu. Ao encontrar Nathalie despertei nela o sentido do amor verdadeiro. Nathalie foi criada por ti mas não tinha um coração para amar. No entanto ela é uma parte de ti mas ao encontrar-me aconteceria a fusão com a alma cristalina e o coração de ouro. Agora que atentaste contra a vida o poder de criar já não é mais teu. – E dito isto o rapaz afastou-se, partindo para a floresta.
Alvoraçado e incrédulo, Alexander procurou tintas e pincéis nos escombros, tentando pintar. Porém, após o raiar de um novo dia, nada se transformou.
Agora estava sem dom, sem amor, sem tecto, sem bens, se casa, sem nada.
O jovem pintor vagueou chorando e soluçando dias a fio as suas mágoas e penas. Só queria morrer e após caminhar exaustivamente, deixou-se cair no solo, onde mergulhou num estado febril. Prdeu a noção do tempo.
Assim permaneceu, definhando. Não procurou ajuda, mas também não o podia pois encontrava-se demasiado fraco.
Ali perto ouvia-se rumorejar das águas de um rio, as folhas das árvores dançavam ao sabor do vento produzindo um som fresco; alguns pássaros trinavam nas redondezas.
Por entre os seus olhos enevoados, Alexander julgou vislumbrar umuma silhueta masculina; assemelhava-se a o rapaz de ouro e alma cristalina, contudo parecia rodeá-lo uma auréola luminosa. O rapaz ajudou-o dedicadamente naquele momento de fraqueza e debilidade. Permaneceu o tempo necessário e para além da sua convalescença. Por fim o pintor já se encontrava restabelecido. Durante aquele período de tempo pouco haviam falado, mas a atmosfera entre os dois sempre fora leve e calmante. Porém Alexander pensara muito na sua vida e resolvera partir em peregrinação. Como que lhe lendo os pensamentos, o rapaz perguntou:
- Acaso desejas fugir de ti mesmo?
O jovem de cabelos negros olhou-o perplexo por uns momentos.
-Preciso pensar, encontrar-me. Porque estou vivo?... Qual o meu lugar aqui?... Porque nasci? Eu só queria…
As palavras morreram-lhe na garganta. Engoliu em seco.
- E Natalie?... – perguntou o rapaz suavemente.
- Natahalie está perdida para sempre! – Os seus olhos negros encheram-se de lágrimas - Ela já não está mais entre nós e a culpa é minha! Nathalie está perdida para mim. Não a mereço. Mas também não consigo viver com esta dor. De ora em diante viverei só para expiar as minhas culpas e longe daqui.
E virando-se lentamente para o companheiro, acrescentou:- Apesar de eu não merecer, sei que és especial e podes ajudar-me a concretizar esta minha decisão…
- Alimentares mágoas e culpas não te vai trazer paz interior, nem é o melhor caminho. Contudo respeito a tua decisão. A partir de hoje correrás mundo levando contigo o coração de ouro. Nathalie não está perdida e o Poder Maior conceder-lhe-á a Alma Cristalina e voltará a viver. Nada mais te posso dizer sobre ela. A não ser que consigas fazer a Verdadeira Reunião.
Tal como previsto o ex-pintor correu mundo. Durante anos percorreu países onde a neve era uma constante e outros onde o estio se perlongava; palmilhou montes, montanhas e vales, planícies e planaltos; atravessou rios, lagos, mares e oceanos; conheceu bosques, florestas e desertos.
Ao longo dos tempos conheceu também pessoas de todos os géneros e raças e culturas, sempre sentindo o seu coração de ouro agir como um magneto nesses encontros. Ao início isto parecera-lhe estranho pois ele sempre fora adverso à convivência, mas com o passar dos anos e das aprendizagens, sentia-se unificado com este.
Havendo decorrido 20 anos, Alexander estabelecera-se há cinco anos no Oriente, num Oásis com uma povoação considerável, alojada. Tornara-se vendedor de tecidos e trajava-se como os demais. Apesar do seu ofício, muitas pessoas vinham pedir-lhe conselhos e ouvi-lo falar. A sua fama espalhou-se por terras longínquas. Forasteiros vinham ouvi-lo falar e pedir orientações.
Um dia ouviu-se falar de uma peregrina que teria o dom de curar as pessoas.
Essa peregrina acabou por ocupar lugar como sacerdotisa num tempo na periferia do Oásis. Porém a mesma não era bem vista pela comunidade que murmurava entre si se ela seria realmente uma curandeira ou na verdade uma maga. Dizia-se que os pacientes que a visitavam voltavam fascinados, principalmente os homens.

Isto causou burburinho entre o povo, especialmente nas mulheres e mães de família. Os falatórios rápido subiram de tom. Alexander tentava acalmar o povo que se reunia em ajuntamentos no mercado local. Não conhecia a dita mulher contudo sentia-se no dever de trazer a harmonia e o bom senso à população. Porém desta vez ninguém deu-lhe ouvidos. As desavenças multiplicavam-se em tom crescente até que num dia em que o sol brilhava numa intensidade chamejante, o tumulto aconteceu. Homens viraram-se contra mulheres, famílias discutiam, amigos defrontavam-se, até o caos se instalar definitivamente no mercado. Alexander assistia a tudo estarrecido Os confrontos tornaram-se de tal forma incontroláveis que fizeram deflagrar um incêndio que se propagou por todo o Oásis!
Em pânico centenas de pessoas fugiam para o deserto, tentando salvar haveres e outros conterrâneos. O terror gerado pela violência das labaredas, causara um efeito de choque, levando todos os habitantes à atitude de união. Alexander certificou-se que todos saiam a salvo.
De repente lembrou-se da peregrina. Estaria ainda no Templo já tomado pelas chamas? Correu para lá, cruzando-se com o último grupo de pessoas em fuga. Um dos membros desse grupo, um mendigo, ao vê-lo dirigir-se para o Templo exclamou:
-Vais salvar a mulher de Alma Cristalina? Então tens de correr como o vento. – Alexander esbugalhou os olhos ao som destas palavras.
Seria possível?...
No interior do Tempol, já deserto, encontrou Nathalie desanimada, pegou nela e correu lesto dali. Já fora do alcance das labaredas estacou esbaforido, ansiando que ela acordasse, insuflando ar para os seus pulmões e ela aos poucos voltou a si.
Felizes pelo reencontro conduziram o povo pelo deserto onde a certa altura depararam-se com o rapaz de coração de ouro e alma cristalina.
-Sou um Anjo. – Revelou este – E venho conduzir-vos para a Nova Terra.
Todos exultaram e enquanto o anjo estendeu uma tela, pincéis e uma palete a Alexander, dizendo a este para pintar.
Então o pintor criou uma belíssima cidade como um arco-íris, cuja entrada era uma gruta. Tudo apareceu imediatamente ali no Deserto.
Extasiados e felizes todos festejaram, enquanto Alexander e Nathalie agradeciam ao anjo. Este presenteou-os com uma bola de luz e sorrindo disse:
-Agora sim, está efectuada a fusão do coração de ouro e da alma cristalina porque vocês se reencontraram e estão prontos para se unirem como casal nesta cidade paradisíaca. – E dito isto voou para longe enquanto o casal lhe acenava de mãos dadas.
FIM
Autoria de Florbela de Castro
Link da 1ª parte:
http://artlira.blogspot.pt/2011/11/conto-o-pintor-de-quadros-1-parte.html
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