Sejam benvindos ao meu cantinho, ao meu mundo :)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Amor a Portugal - Dulce Pontes-Compositor: Enio Morriconne
O dia há de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há de vencer
E a alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!
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May it Be - Enya (Aurora Borealis images)
May it be an evening star
Shines down upon you
May it be when darkness falls
Your heart will be true
You walk a lonely road
Oh! How far you are from home
Mornië utulië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornië alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now
May it be the shadow's call
Will fly away
May it be your journey on
To light the day
When the night is overcome
You may rise to find the sun
Mornië utulië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornië alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now
A promise lives within you now
Shines down upon you
May it be when darkness falls
Your heart will be true
You walk a lonely road
Oh! How far you are from home
Mornië utulië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornië alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now
May it be the shadow's call
Will fly away
May it be your journey on
To light the day
When the night is overcome
You may rise to find the sun
Mornië utulië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornië alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now
A promise lives within you now
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Conto: "O Pintor de Quadros" - 2ª e última parte - de Florbela de Castro

Intrigado ele pôs-se a caminho. Sentia-se, a um tempo, aliviado, esperançado e oprimido. Mas porquê oprimido? Nem ele próprio sabia explicar o que a sua voz interior lhe tentava avisar.
Chegado à aldeia, facilmente conseguiu capturar o maravilhoso rapaz e com ele rumou para o seu palácio. O jovem, de coração de ouro e alma cristalina, possuía uma rara beleza. Pele diáfana, cabelos loiros de reflexos dourados, feições suaves e doces e os olhos eram castanhos, tão claros e límpidos que quase se assemelhavam a ouro em fusão. Era alto, mas não corpulento.
Julgava Alexander que de alguma forma miraculosa os predicados do precioso rapaz passariam para si. Sentia-se poderoso e regozijava-se interiormente com o desfecho.
Contudo o que o pintor não esperava era que Nathalie, quando esta se acercou do rapaz de coração de ouro e alma cristalina, encantara-se por ele. Este parecia corresponder-lhe, tratando-a com simplicidade e dedicação. A cada dia que passava, iam-se tornando mais unidos.
Ferido pelo ciúme e raiva, Alexander congeminava em separá-los e acabou por seguir um impulso desastroso. Decidiu apunhalar vilmente o rapaz, para assim arrancar-lhe o coração e a alma e torna-los definitivamente seus. Não podia suportar aquela afronta!
Um dia avistou-se com o rapaz nos jardins e puxou de uma adaga para tentar desferir um golpe cobarde e fatal. Nesse momento o céu escureceu, trovejou, o palácio desmoronou-se, os criados desapareceram e Nathalie tombou fulminada. Ferido, o rapaz de ouro e alma cristalina bradou:
-Porque fizeste isso. Acaso julgas que uma boa alma se compra ou se rouba?
Logo a seguir fez-se ouvir um riso estridente da feiticeira.
-Incauto! Perdeste tudo e perdeste-te a ti. E porquê? Por um rabo de saia? O amor é para os tolos. – E rindo a bandeiras despregadas, a voz desapareceu.
Aterrado, Alexander balbuciou:
-Mas tu disseste que tudo aconteceria naturalmente.
Contudo foi o rapaz de coração de ouro e alma cristalina que lhe respondeu.
-Sim, e aconteceu. Ao encontrar Nathalie despertei nela o sentido do amor verdadeiro. Nathalie foi criada por ti mas não tinha um coração para amar. No entanto ela é uma parte de ti mas ao encontrar-me aconteceria a fusão com a alma cristalina e o coração de ouro. Agora que atentaste contra a vida o poder de criar já não é mais teu. – E dito isto o rapaz afastou-se, partindo para a floresta.
Alvoraçado e incrédulo, Alexander procurou tintas e pincéis nos escombros, tentando pintar. Porém, após o raiar de um novo dia, nada se transformou.
Agora estava sem dom, sem amor, sem tecto, sem bens, se casa, sem nada.
O jovem pintor vagueou chorando e soluçando dias a fio as suas mágoas e penas. Só queria morrer e após caminhar exaustivamente, deixou-se cair no solo, onde mergulhou num estado febril. Prdeu a noção do tempo.
Assim permaneceu, definhando. Não procurou ajuda, mas também não o podia pois encontrava-se demasiado fraco.
Ali perto ouvia-se rumorejar das águas de um rio, as folhas das árvores dançavam ao sabor do vento produzindo um som fresco; alguns pássaros trinavam nas redondezas.
Por entre os seus olhos enevoados, Alexander julgou vislumbrar umuma silhueta masculina; assemelhava-se a o rapaz de ouro e alma cristalina, contudo parecia rodeá-lo uma auréola luminosa. O rapaz ajudou-o dedicadamente naquele momento de fraqueza e debilidade. Permaneceu o tempo necessário e para além da sua convalescença. Por fim o pintor já se encontrava restabelecido. Durante aquele período de tempo pouco haviam falado, mas a atmosfera entre os dois sempre fora leve e calmante. Porém Alexander pensara muito na sua vida e resolvera partir em peregrinação. Como que lhe lendo os pensamentos, o rapaz perguntou:
- Acaso desejas fugir de ti mesmo?
O jovem de cabelos negros olhou-o perplexo por uns momentos.
-Preciso pensar, encontrar-me. Porque estou vivo?... Qual o meu lugar aqui?... Porque nasci? Eu só queria…
As palavras morreram-lhe na garganta. Engoliu em seco.
- E Natalie?... – perguntou o rapaz suavemente.
- Natahalie está perdida para sempre! – Os seus olhos negros encheram-se de lágrimas - Ela já não está mais entre nós e a culpa é minha! Nathalie está perdida para mim. Não a mereço. Mas também não consigo viver com esta dor. De ora em diante viverei só para expiar as minhas culpas e longe daqui.
E virando-se lentamente para o companheiro, acrescentou:- Apesar de eu não merecer, sei que és especial e podes ajudar-me a concretizar esta minha decisão…
- Alimentares mágoas e culpas não te vai trazer paz interior, nem é o melhor caminho. Contudo respeito a tua decisão. A partir de hoje correrás mundo levando contigo o coração de ouro. Nathalie não está perdida e o Poder Maior conceder-lhe-á a Alma Cristalina e voltará a viver. Nada mais te posso dizer sobre ela. A não ser que consigas fazer a Verdadeira Reunião.
Tal como previsto o ex-pintor correu mundo. Durante anos percorreu países onde a neve era uma constante e outros onde o estio se perlongava; palmilhou montes, montanhas e vales, planícies e planaltos; atravessou rios, lagos, mares e oceanos; conheceu bosques, florestas e desertos.
Ao longo dos tempos conheceu também pessoas de todos os géneros e raças e culturas, sempre sentindo o seu coração de ouro agir como um magneto nesses encontros. Ao início isto parecera-lhe estranho pois ele sempre fora adverso à convivência, mas com o passar dos anos e das aprendizagens, sentia-se unificado com este.
Havendo decorrido 20 anos, Alexander estabelecera-se há cinco anos no Oriente, num Oásis com uma povoação considerável, alojada. Tornara-se vendedor de tecidos e trajava-se como os demais. Apesar do seu ofício, muitas pessoas vinham pedir-lhe conselhos e ouvi-lo falar. A sua fama espalhou-se por terras longínquas. Forasteiros vinham ouvi-lo falar e pedir orientações.
Um dia ouviu-se falar de uma peregrina que teria o dom de curar as pessoas.
Essa peregrina acabou por ocupar lugar como sacerdotisa num tempo na periferia do Oásis. Porém a mesma não era bem vista pela comunidade que murmurava entre si se ela seria realmente uma curandeira ou na verdade uma maga. Dizia-se que os pacientes que a visitavam voltavam fascinados, principalmente os homens.

Isto causou burburinho entre o povo, especialmente nas mulheres e mães de família. Os falatórios rápido subiram de tom. Alexander tentava acalmar o povo que se reunia em ajuntamentos no mercado local. Não conhecia a dita mulher contudo sentia-se no dever de trazer a harmonia e o bom senso à população. Porém desta vez ninguém deu-lhe ouvidos. As desavenças multiplicavam-se em tom crescente até que num dia em que o sol brilhava numa intensidade chamejante, o tumulto aconteceu. Homens viraram-se contra mulheres, famílias discutiam, amigos defrontavam-se, até o caos se instalar definitivamente no mercado. Alexander assistia a tudo estarrecido Os confrontos tornaram-se de tal forma incontroláveis que fizeram deflagrar um incêndio que se propagou por todo o Oásis!
Em pânico centenas de pessoas fugiam para o deserto, tentando salvar haveres e outros conterrâneos. O terror gerado pela violência das labaredas, causara um efeito de choque, levando todos os habitantes à atitude de união. Alexander certificou-se que todos saiam a salvo.
De repente lembrou-se da peregrina. Estaria ainda no Templo já tomado pelas chamas? Correu para lá, cruzando-se com o último grupo de pessoas em fuga. Um dos membros desse grupo, um mendigo, ao vê-lo dirigir-se para o Templo exclamou:
-Vais salvar a mulher de Alma Cristalina? Então tens de correr como o vento. – Alexander esbugalhou os olhos ao som destas palavras.
Seria possível?...
No interior do Tempol, já deserto, encontrou Nathalie desanimada, pegou nela e correu lesto dali. Já fora do alcance das labaredas estacou esbaforido, ansiando que ela acordasse, insuflando ar para os seus pulmões e ela aos poucos voltou a si.
Felizes pelo reencontro conduziram o povo pelo deserto onde a certa altura depararam-se com o rapaz de coração de ouro e alma cristalina.
-Sou um Anjo. – Revelou este – E venho conduzir-vos para a Nova Terra.
Todos exultaram e enquanto o anjo estendeu uma tela, pincéis e uma palete a Alexander, dizendo a este para pintar.
Então o pintor criou uma belíssima cidade como um arco-íris, cuja entrada era uma gruta. Tudo apareceu imediatamente ali no Deserto.
Extasiados e felizes todos festejaram, enquanto Alexander e Nathalie agradeciam ao anjo. Este presenteou-os com uma bola de luz e sorrindo disse:
-Agora sim, está efectuada a fusão do coração de ouro e da alma cristalina porque vocês se reencontraram e estão prontos para se unirem como casal nesta cidade paradisíaca. – E dito isto voou para longe enquanto o casal lhe acenava de mãos dadas.
FIM
Autoria de Florbela de Castro
Link da 1ª parte:
http://artlira.blogspot.pt/2011/11/conto-o-pintor-de-quadros-1-parte.html
Pode compartilhar livremente a obra desde que respeite os creditos.
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domingo, 6 de novembro de 2011
Conto: "O Pintor de Quadros" - 1ª parte - de Florbela de Castro

Nos tempos da Renascença, onde florescia a arte, vivia na Rússia um jovem de origem modesta, que almejava ser pintor. O seu nome era Alexander.
Alexander era magro, de estatura média, pele quase cor de baunilha pálido, olhos amendoados e negros como os seus cabelos ondulados, usava bigode fino e pera.
Apesar de bonito e em idade casadoira, Alexander não arranjava pretendentes, pois interiormente era uma pessoa um pouco fechada e abrupta.
Alexander tinha um sonho: tornar-se um pintor famoso. Porém não tinha posses para frequentar uma academia, nem conhecimentos influentes para se tornar pupilo de algum mestre famoso. Os seus pais também reprovavam essas atividades e apesar do filho ser detentor de um dom nato não o incentivavam a pintar. Ao início Alexander pintava e desenhava às escondidas, mas após seus pais descobrirem, foi instado a abandonar os seus sonhos.
No presente momento, Alexander ficara órfão e como era filho único, sem família, conjecturou voltar a pintar. E como faria para arranjar dinheiro para os materiais? Cedo arquitectou uma forma. Foi vendendo o recheio da casa até quase a esvaziar. A seguir foi pondo mãos à obra, noite e dia, e produziu um quadro de natureza morta. Estava maravilhoso; Alexander admirou até altas horas e por fim adormeceu sonhando em ganhar um bom dinheiro com este.
No dia seguinte acordou bem cedo para ir para a feira levando a sua obra debaixo do braço. A feira estava apinhada, com banca de doces, tecidos, hortaliças, pratas, tamancos e uma profusão de pessoas.
Enquanto se dirigia ao local para vender o seu quadro, Alexander sentia fome e já sonhava deliciado com o deglutir de uma nêspera sumarenta e de um pão com queijo. Ao caminhar tropeçou em várias frutas e até ouviu uma peça de vidro fragmentar-se em mil pedaços "Estes mercadores se não têm cuidado só verão prejuízos no final do diz", pensou ele. Finalmente alguém lhe perguntou o que ele levava ali. Tratava-se de um casal de uma certa idade e de aspecto abastado. Talvez fosse algum meirinho.
-Este quadro retrata uma maravilhosa taça de cristal adornada de belos frutos - anunciou Alexander, virando a tela para o casal de meia idade.
Os seus rostos ficaram sem expressão ao fitar aquela obra enquanto o jovem pintor ostentava um sorriso triunfante. à medida que o abastado cliente transfigurava a sua expressão curiosa numa de ira, o sorriso de Alexander desmaiava no seu rosto.
-Patife! - vociferou o velho - Tomais-me por idiota?? Como ousas querer enganar-me!?
-Enganá-lo, senhor?... - o jovem artista estava perplexo - Se a minha tela não vos agrada... - foi interrompido pelos sorrisos e gargalhadas de sarcasmo de uns e os impropérios iracundos de outros.
Só então o pintor olhou para a sua tela e o que viu fê-lo empalidecer de espanto. Nada havia ns mesma a não ser um fundo castanho escuro que ele tão primorosamente pintara. Mas...como era aquilo possível??...
Alexander estava desnorteado, contudo teve de fugir lestamente para não ser atacado pela multidão. Derrotado e esfomeado, chegou a casa sem compreender o sucedido. Pensou, pensou e por fim adormeceu angustiado, pois dormir já era meio sustento. Ao acordar de manhã uma interrogação tomou forma na sua mente: A taça que se partira e as frutas pelas quais tropeçara na feira seriam as do quadro?
Assomou-lhe então uma ideia à cabeça e sem mais delongas pôs-se a esboçar um quadro onde o tema era uma lauta refeição. Terminou-o já noite alta e extenuado e enfraquecido adormeceu. Acordou de manhãzinha com uma mesa farta e deliciosos aromas. Sim, mesa que ele nem sequer tinha mas que havia desenhado, adornada de uma vistosa toalha vermelha. Vitorioso Alexander atirou-se à bela refeição esfaimado.
A partir dali, ele passou a desenhar as suas refeições diárias e voltou a mobilar a sua casa. Tentou ser discreto com a vizinhança, fazendo-os acreditar que vendia os seus quadros numa vila longínqua. Passaram-se longos meses. O dom tomara a cabeça de Alexander. Este afastara-se da aldeia e, entrando na floresta, havia desenhado um belo palacete com um luxuoso palacete. Depois, criados, belas carruagens e cavalos, magnificas roupas.
Haviam-se passado três anos. Apesar da criadagem, sentia-se só. Lembrou-se então de desenhar uma mulher.
Três dias gastou a desenhar, pintar e aprimorar uma bela mulher. No final Alexander mirou o quadro satisfeito, sentindo-se um Deus, pois brevemente teria a sua Deusa nos seus braços. Aliás, passou o resto do dia admirando a sua obra e a bela mulher; até fez as suas refeições nos seus próprios aposentos para não desfitar os olhos da pintura. Bem sabia que no dia seguinte ela ganharia vida.
Tentou deitar cedo, mas custou-lhe a adormecer. Finalmente mal abriu os olhos, saltou da cama e e deparou-se com a formosa mulher. Esta era de estatura média, delgada, de olhos claros esverdeados, cabelo escuro e ondulado, de beleza delicada mas selvagem; tão genuína era a sua essência que não parecia ter sido inventada por um pintor mas sim diretamente criada por fonte divina.

Alexander permaneceu de olhos esbugalhados a contemplar a linda mulher e imediatamente se viu apaixonado por ela.
A partir daquele dia o homem tornou-se um delicado companheiro da bela Nathalie, de seu nome; presenteava-a com os mais belos vestidos, tecidos, toucados, jóias e perfumes. Brindava-a com finas iguarias, exóticas frutas, deliciosas sobremesas. Conversava e passeava com ela à noite...na realidade, Alexander monologava pois a mulher permanecia sem emitir qualquer som desde que surgira.
Mas o homem, louco de paixão, nem se parecia importar com isso. Por ela pintou mais retratos, casas, jardins, o mundo...Contudo a jovem permanecia calada e reservada, suspirando de vez em quando.
Alexander bem via que a sua paixão não era correspondida e que nada fazia feliz a sua Nathalie. Isso também o deixava infeliz. Porém a paixão dominava-o e só o fazia teimar na sua conquista. Febrilmente pintava presentes magníficos, manjares deliciosos, luxos ostensivos continuamente, mas nada disso trazia o amor de Nathalie…
Desesperado, um dia, interpelou a linda moça do que fazer para a conquistar.
Esta, por fim, respondeu-lhe em voz clara e límpida.
-Amarei aquele que tiver uma alma cristalina e um coração de ouro.
Esta resposta deixou Alexander confuso. Uma alma cristalina?... Um coração de ouro?... Como pintar isso?...
Passou semanas errático e cismático, acabrunhado por não saber como pintar aquilo e torná-lo seu.
Até que um dia ouviu falar numa velha feiticeira que vivia na orla da floresta e resolveu visitá-la apresentando-lhe todo o seu caso.
Esta deu uma gargalhada e disse que a fama de Alexander precedia-o. Pausadamente falou que tinha a solução para ele. A três aldeias dali vivia um rapaz de coração de ouro e alma cristalina e que Alexander só precisava ir buscá-lo e assinar um pacto com ela, lacrado com o seu sangue. Excitado mas ainda confuso, o pintor tartamudeou como iria reconhecer o rapaz e como iria conseguir transferir o que ele queria para ele mesmo.
A velha estendeu-lhe uma pulseira de diamante afirmando que esta brilharia intensamente mal ele se acercasse do rapaz e que à vista desta, o pobre rapaz perderia a reação dando espaço para o pintor lhe colocar a pulseira, fazendo segui-lo fielmente.
-Quanto ao resto, tudo acontecerá naturalmente – respondeu a velha misteriosamente e já atarefada com a elaboração escrita do pacto.
Alexander não imaginava o quão malogrado se tornava naquele momento.
Link da 2a parte -final:
http://artlira.blogspot.pt/2011/11/o-pintor-de-quadros-2-e-ultima-parte.html
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
1492 - Conquest of Paradise (Vangelis)
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Vangelis - Chariots of Fire
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Dead Can Dance - Indus
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