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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Jesus E Madalena: Evidências do Casamento de Jesus e Maria Madalena




Vitral, retratando Jesus com Maria Madalena grávida  (Igreja Católica de Kilmore, Dervaig, na Escócia).



Antes de ler a matéria na íntegra, assista ao vídeo abaixo, preparado por mim, para resumir a ideia central do artigo. Para enriquecer sua pesquisa, logo após, você poderá clicar no link Continue lendo, na continuação da matéria, abaixo da imagem abaixo. Mas, não deixem de assistir ao vídeo seguinte:


(Créditos do texto e pesquisa, bem como das imagens: Rodapé do post)
Na parte de baixo deste vitral há uma inscrição:
“Maria escolheu a parte boa, a qual não lhe será tirada.”
Nesse versículo (Lucas 10,42),  o evangelista está se referindo à Maria de Betânia, quando Marta se queixa com Jesus por Maria ter lhe deixado os serviços domésticos e então Jesus responde:
“Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a parte boa, que não lhe será tirada.”
Isso revela claramente que Maria Magdalena e Maria de Betânia são a mesma pessoa , Betânia é o local de nascimento e Magdala é um título, assim como: “Primeira Dama”. A palavra Magdala de Maria, não diz respeito a sua cidade de origem, mas sim, a palavra hebraica Migdal (מגּדּלּ), que significa Torre. Desta forma: Maria, chamada Torre (correspondente ao posto mais alto), indica sua posição na comunidade como: Rainha.
Quadro do pintor renascentista Fra Angélico:
A Matriarca sentada em um TRONO em forma de TORRE (Migdal) faz referencia a sua posição na comunidade como rainha.
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No ano de 591 o papa Gregório I ( Gregório Magno 590-604), fez um sermão de páscoa declarando que Maria Madalena e Maria de Betânia eram a mesma pessoa.
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Lucas cap 8:
Maria, chamada Magdalena* é citada como uma das mulheres que acompanhavam Jesus.
*Obs: Maria, é chamada Migdal (Torre), da mesma forma que Simão, é chamadoPedro ou Kefah (Pedra) – Mateus 10,2 e Marcos 3,16. Também João e seu irmão Tiago são chamados Boanerges (filhos do trovão) – Marcos 3,17; e Saulo é também chamado Paulo – Atos 13,9.
Era costume dar títulos aos apóstolos.
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No Jantar em Betânia (Mateus 26,6-13 ; Marcos 14,3-9 ; João 12,1-8), Maria de Betânia, A Torre (Migdal), unge Jesus para o sepultamento, função que era designada às esposas. Como Maria poderia ter assumido essa função se não fosse sua esposa?Um jovem solteiro, que fosse sepultado, deveria ser ungido por sua mãe.
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Esposa unge marido condenado:
“Jesus disse: Por que molestais esta mulher? É uma ação boa o que ela me faz. Pobres vos tereis sempre, a mim, porem nem sempre tereis. Derramando o perfume em meu corpo, ela o fez em vista a minha sepultura” (Mateus 26: 10-12)
“Deixai-a. Por que a molestais? Ela fez uma boa obra. Pobres vos tereis sempre, a mim, porem nem sempre tereis. Ela fez o que pode: embalsamou-me antecipadamente o corpo para a sepultura.” (Marcos 14:6-8)
“Jesus disse: Deixai-a; ela guardou* este perfume para o dia de minha sepultura”(João 12:1-8)
*OBS: No ritual de casamento pelo qual Jesus passou, de acordo com Margaret Starbird em seu livro “Maria Madalena – A mulher do vaso de alabastro”, a esposa ungiria seu marido no dia do seu casamento e GUARDARIA o restante do Nardo (não era qualquer oléo) para ungir o corpo do marido para a sepultura.
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Por que Maria de Betânia não estava usando véu quando ungiu Jesus?
João 11,1-2:
“Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com óleo perfumado e lhe enxugara com seus cabelos.”
Assim como as mulheres muçulmanas fazem, as judias naquela época também usavam véu cobrindo os cabelos, e pela moral judaica as mulheres só poderiam mostrar seus cabelos para os homens de sua família como: seu pai, irmãos, maridoe filhos!!!
Jesus era uma autoridade: Senhor, Mestre, Rabino: se Ele não fosse esposo de Maria seria um grande desrespeito ela lhe aparecer com os cabelos a mostra!!!

Em muitas imagens Maria Magdalena aparece com o vaso de alabastro que no Jantar em Betânia, Maria de Betânia usou para ungir Jesus (Jo 12,1-18). Nestas imagens acima, assim como em muitas outras imagens, ela é retratada com um frasco de ungüento (ou vaso de alabastro) nas mãos.
Ascenção de Jesus em Betânia
Lucas 24,50:
“Depois os levou para Betânia e, levantando as mãos, os abençoou. Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu.”
Assim como no jantar seis dias antes da páscoa, Jesus também ascendeu ao céu na cidade de Betânia, cidade de Maria de Betânia – a Torre, ou seja, Magdalena. Porque Jesus teria escolhido esta cidade para estar em momentos tão importantes de sua vida?
Seria o lar de Jesus e sua família em Betânia?
Após casado, Jesus pode ter se mudado para Betânia, onde foi morar com sua esposa, e, sua nova residência pode ter sido estabelecida junto com seus novos parentes: sua esposa e cunhados Lázaro e Marta.
Como pregador, Jesus percorria as cidades de Israel, pregando sua Boa Nova, mas sempre voltava à Betânia, como em Mateus 21,17. Por esta razão teria voltado novamente à Betânia antes da páscoa e depois de sua ressurreição onde ascendeu ao céu.
Evangelho segundo Felipe:
Par.32: “Três eram as que caminhavam sempre com o Senhor: sua mãe Maria, a irmã desta e Madalena, a quem se designa como sua companheira…”
Par.55: “A companheira de Cristo é Maria Madalena…”
(De acordo com historiadores e arqueólogos a palavra companheira, no hebraico e no aramaicosignifica esposa.)

O celibato está em desacordo com as Leis Divinas na Bíblia!!
Gênesis 1,27: “Deus criou o homem à sua imagem; (…), os criou homem e mulher. Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos!!”
Gênesis 2,18: “O Senhor Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só; vou lhe dar uma auxiliar que lhe seja adequada.’ “
Gênesis 2,22: “O Senhor Deus fez a Mulher e a levou para junto do Homem.”
Gênesis 2,24: “Por isso o Homem deixa seu Pai e sua Mãe para unir-se à sua mulher.”
Gênesis 9,1: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra.”
O celibato imposto pela Igreja é baseado apenas em 1 Coríntios cap. 7. Mas, no mesmo capítulo (1 Coríntios 7, 25), o próprio apóstolo Paulo diz: “respeito das pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor.
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Epístola aos Efésios capítulo 5:
28 Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
29 Pois nunca ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a nutre e preza, como também Cristo à igreja;
30 porque somos membros do seu corpo.
31 Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher
e serão os dois uma só carne.
33 Todavia também vós, cada um de per si, assim ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie a seu marido.
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PALAVRAS DO PRÓPRIO JESUS:
Mateus 19,4-5:
“Não lestes que o criador no começo, fez o homem e a mulher e disse: por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher e os dois formarão uma só carne?”
Mateus 4,23:
“Jesus percorria toda Galileia, ENSINANDO NAS SUAS SINAGOGAS e pregando o evangélho do reino…”
Pela Lei Judaica, para exercer o rabinato (ser Rabino, um Mestre) o homem precisa ser casado! Essa é a tradição judaica desde os primórdios , é assim até os dias de hoje.
Só os Rabinos podem pregar nas Sinagogas, da mesma forma que só os padres podem celebrar missas. Logo, se “Jesus ensinava nas suas sinagogas”, como afirma o Evangelho de Mateus, isso significa que Jesus era um rabino e era casado!
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2ª Epístola de João, cap. 1:
“O ancião à senhora eleita (Madalena), e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade…”***
Sêlo Rosa-Cruz de Martinho Lutero
A Rosa é o símbolo de Maria Madalena, e a Cruz de Jesus Cristo Rei.
(A rosa de cinco pétalas está relacionada com a estrela de cinco pontas que simboliza o sagrado feminino)
Martinho Lutero foi o padre alemão que deu início ao movimento protestante em 1517. Ele descobriu que Jesus foi casado com Madalena, que Maria mãe de Jesus não foi sempre virgem e que Jesus teve irmãos (e muitas outras coisas).
Por isso, Lutero abandonou o celibato e casou-se em 1525.
Sara, a filha.
Contam que Maria Madalena com seus filhos e outros discípulos com José de Arimatéia fugiram para Alexandria no Egito, onde nasceu sua filha Sara. Depois rumaram para a França.
Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries-de-la-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina ou Jacobé, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maximinio. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries (França), onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos.
A igreja proibiu, com ameaça de morte (inquisição), que se falasse de Madalena como esposa de Jesus e de seus filhos, por isso, tiveram que inventar que Sara teria sido uma escrava de José de Arimatéia. Posteriormente, o povo cigano adotou Saracomo sua santa padroeira.
Ela é conhecida como Sara Kali – padroeira dos ciganos, A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos. Fontes variam: se sua canonização consta de 1712, ou se é uma santa regional. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo ciganos de todo o mundo.
Sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres (Romi) que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.
As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender todos os que depositam verdadeira fé nela. Mas perseguirá os opressores, os racistas, aqueles que vão contra seus protegidos prímevos, que são os ciganos. Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.
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O Rei dos Judeus era um profeta:
O próprio Jesus afirma que é um PROFETA em algumas passagens dos evangelhos. Quando está em sua cidade de Nazaré, e sofre devido a falta de fé de seus vizinhos e parentes, é criticado e faz poucos milagres, Ele afirma:
“É só em sua pátria e em sua família que um PROFETA é menosprezado” (Mateus 13,57)
“Um PROFETA só é desprezado na sua pátria, entre seus parentes e na sua própria casa.” (Marcos 6,4)
“Em verdade vos digo: Nenhum PROFETA é bem aceito em sua pátria.” (Lucas 4, 24)
*Observem que Jesus disse: “UM PROFETA é desprezado em sua pátria…” se referindo a sí mesmo, pois estava em sua cidade, onde não conseguiu obter o mesmo êxito que nas demais cidades da Judeia.
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Os outros profetas também conduziram grandes milagres, como Elias que ressuscitou o filho da viúva de Sarepta, venceu 450 profetas de Baal, etc. E Moisés que sob o comando de Deus, enfrentou o faraó do Egito, tirou o povo da escravidão, comandou as 7 pragas do Egito, abriu o Mar Vermelho, tirou água de pedra, fez cair maná dos céus, recebeu as tábuas da lei, levou o povo hebreu do Egito até a terra prometida de Canaã, etc.
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Jesus, Rei dos Judeus, foi, sem dúvida nenhuma, o maior dos profetas. Sua fé incomensurável e sua forte ligação com Deus lhe atribuíram faculdades e dons maravilhosos, fazia milagres extraordinários que impressionavam multidões.
Deuterônimos 18,17-18-19:
E o Senhor disse-me: “Está muito bem o que disseram; Eu lhes suscitarei um PROFETA como tu dentre teus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e Ele lhes fará conhecer as minhas ordens. Mas o que recusar ouvir o que Ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso!”
Rei e Profeta:
Mateus 21,10-11:
“Quando Ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda cidade, perguntando: “Quem é este?” A multidão respondia: “É Jesus, o PROFETA de Nazaré da Galiléia.”
Lucas 19,38:
“E diziam: “Bendito o REI que vem em nome do Senhor!”
João 12, 13:
“Saíram -lhe com ramos e palmas exclamando: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, O REI DE ISRAEL!”
A DIFERENÇA ENTRE JESUS E JOÃO, O BATISTA:
Segundo arqueólogos e historiadores, João Batista pertencia a uma ceita de eremitas que eram os ÚNICOS que praticavam celibato (o que não era bem visto pelos judeus em geral) , eles seguiam comportamentos específicos: obedeciam regras e normas diferentes dos outros judeus, além de não casarem, também rejeitávamos os pecadores, as mulheres e os enfermos; faziam uma dieta insípida eNÃO BEBIAM VINHO!
Estes fatos demonstram que Jesus não podia pertencer a mesma seita que João Batista, logo, não poderia ser celibatário!!!
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Mateus 11,18-19 e Lucas 7,33-34:
“Pois veio João Batista, que nem comia pão, nem bebia vinho, e dizeis: ele esta possuído do demônio. Veio o Filho do Homem que come e bebe, e dizeis: Eis um comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores.”
Marcos 1,6:
“João andava vestido de pelo de camelo e trazia um cinto de couro de em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.”
Nestas passagens dos evangelhos, ficam bem claras as diferenças de comportamento entre Jesus e o eremita João Batista!
A arqueóloga e historiadora Fernanda Camargo-moro em seu livro “A arqueologia de Madalena” afirma que as regras da comunidade eremita de João Batista estão muito bem documentadas segundo Flávio Josefo – História dos Judeus.
O CÓDIGO DOS TEÓLOGOS CATÓLICOS:
No dia dedicado pela igreja à Stª Maria Madalena (dia 22/07), ela está relacionada no CALENDÁRIO LITÚRGICO com 4 leituras escolhidas por teólogos católicos:
->Cântico dos Cânticos 3,1-4ª
->2Corintios 5,14-17
->Salmos 62
-> João 20,1-2.11-18.
A 1ª Leitura, Cântico dos Cânticos 3,1-4, está no Antigo Testamento, entre os Cânticos de Salomão. Encontramos a seguinte definição na Introdução aos Livros do Antigo Testamento das bíblias católicas para Cântico dos Cânticos:
“Uma coleção de poemas, originariamente, destinados ás solenidades nupciais” (Solenidades nupciais significam cerimônias de casamento).
Observe o que está escrito em Cântico dos Cânticos 3,1-2:
¹”Durante a noite, em meu leito (ou minha cama!!), procurei aquele que meu coração ama; procurei-o sem encontrá-lo.”
²”Vou levantar-me e percorrer a cidade, as ruas e praças, em busca daquele que meu coração ama; procurei-o sem encontra-lo.”
Na segunda leitura, em 2 Corintios 5,16 está escrito:
“Por isso, nós daqui em diante a ninguém conhecemos de modo humano*. Muito embora tenhamos considerado Cristo desta maneira, agora já não o julgamos assim.” ( * Humano -> lit. segundo a carne).
Na terceira leitura em Salmos 62,2 está escrito:
“Ó Deus, vós sois meu Deus, com ardor vos procuro. Minha alma está sedenta de Vós, e minha carne por vós anela como terra árida e sequiosa, sem água.”
A última leitura, João 20, é a única que fala claramente de Madalena no dia da ressurreição.
Se Maria Madalena tivesse sido apenas uma simples discípula de Jesus, por que os teólogos católicos, nestas escolhas litúrgicas, a associam com estes poemas destinados a cerimônias de casamento judaicas e a textos que fazem claras referências à um lado carnal de Jesus?
Glossário:
Liturgia: Conjunto de práticas e elementos religiosos instituídos por uma igreja para prestar culto à Deus. (ou aos Santos)
Fonte: Dicionário Caldas Aulete
Calendário: Tabela que registra dias do ano, divididos em semanas e meses. Conjuntos de datas previstas para determinados compromissos, eventos, etc.
Fonte: Dicionário Caldas Aulete
Calendário litúrgico católico: Calendário em que estão registrados os dias dos santos católicos. Cada dia do ano corresponde a um Santo, para cada santo são relacionadas as leituras litúrgicas correspondentes.
Leituras litúrgicas: Versículos bíblicos determinados pela igreja, que estão relacionados com os santos correspondentes ou com outro elemento religioso.
Analisando os versículos de Ct 3,1-4a:
1- “Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida; procurei-o, e não o encontrei.”
Somente a esposa estranharia a ausência do Esposo em seu leito (cama), durante a noite.
2 – “Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o e não o encontrei.”
A esposa, não encontrando seu esposo deitado a seu lado, resolve levantar-se de seu leito à noite para procurá-lo pela cidade.
3 – “Encontraram-me com GUARDAS que faziam a ronda pela cidade: “Vistes porventura o amor de minha vida?”
Os guardas simbolizam os soldados romanos que guardavam a entrada do sepulcro de Jesus.
4 – “E logo que passei por eles, encontrei o Amor de minha vida“.
Simboliza o encontro de Maria Madalena e Jesus no dia da “Ressurreição”.
Cântico dos Cânticos é:
–>> uma coleção de poesias, de gosto oriental, declamadas nas festas de casamento. Enaltece a sublimidade e a fidelidade do amor dos esposos. Os israelitas viam no casamento um modo de Deus manifestar sua amizade para com o povo, fazendo o Povo de Deus perpetuar-se e distender-se.
O amor humano, sublimado no casamento, tornou-se o símbolo, do grande amor que Deus tem para com a alma de cada pessoa.”
***
Última Ceia com Maria Madalena
do pintor renascentista espanhol Juan de Juanes (1500 – 1579)

Para evitar que as pessoas acreditassem que a mulher ao lado de Jesus era o Apóstolo João afeminado, Juan foi muito esperto, pintou dois quadros: este é com Madalena usando um vestido vermelho (cor de sangue), na frente do casal há um nó na toalha da mesa pra enterder que os dois estão “amarrados” (comprometidos, casados) e a mesa redonda faz lembrar os cavaleiros da távola redonda em busca do Santo Graal.
Última Ceia com o apóstolo João de Juan de Juanes.
Este outro quadro é com o apostolo João, veja a diferença!!!!Dessa forma Juan de Juanes acabou com as dúvidas!
Quadro Santa Ceia de Leonardo Da Vinci
Observa-se que a roupa vermelha cor de sangue forma o V (cálice) do Graal. Vermelho de sangue + V (cálice) do Graal é o símbolo do Sang Real. A figura também forma um M de Madalena ou de Matrimônio.
Imagem formada pela sobreposição de uma imagem invertida do quadro Santa Ceia de Da Vinci sobre a outra normal (descoberta feita por um especialista em computação) .
Esta a imagem de uma mulher com um bebê no colo, que surge na sobreposiçãodo quadro Santa Ceia de Da Vinci, colocando uma imagem do quadro invertida sobre a outra.
Essa é a imagem de um templário, que surge na sobreposição do quadro Santa ceia de Da Vinci quando invertida e colocada sobre outra.
Santa Ceia de Da Vinci, a imagem de Madalena quando transposta para o outro lado de Jesus se encaixa perfeitamente!
Observe: ela está grávida nesta imagem de George de La Tour!
***
Outro quadro de Maria Madalena grávida com o frasco de alabastro, do famoso pintor Botticelli (Grão-Mestre do priorado de Sião), de 1467.
Escultura antiga em estilo barroco. Observe a figura da mulher com a cabeça sobre o colo de Jesus.
Maria Madalena Grávida: Notre Dame – Paris
Pequena Sereia, desenho da Disney, é inspirado no signo da Rosa, que simboliza Maria Madalena. Seus cabelos vermelhos parecem as pétalas e a calda verde o caule. Nesta cena, aparece a Pequena Sereia olhando para o quadro de Madalena do pintor Georges de La Tour.
Walt Disney era membro da Ordem De Molay (Jacques De Molay foi grão mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, morreu na fogueira da inquisição católica no dia 11 de março de 1314)
Walt Disney teria sido também um membro do Priorado De Sião?
Pintura do renascentista Fra Angélico, Maria Madalena tem em uma mão o vaso de alabastro e do outro lado, no colo, uma menininha com um vestidinho cor-de-rosa, sua filha Sara.

Créditos:
http://ebraelshaddai.wordpress.com/2009/01/20/evidencias-do-casamento-de-jesus-e-maria-madalena/

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A Lenda Lancelot e Guinevere



O personagem Lancelot, como membro especial da confraria de Artur, já era bem conhecido no século XII, e Loomis constatou que havia vestígios de sua origem no guerreiro galês Lluch Llauynnauc e na divindade irlandesa Lugh Lamhfada. No entanto é atribuída ao escritor suíço Ulrich von Zatzikhoven, na última década do século XII, a origem do nome Lancelot do Lago, retirado da tradução de um romance anglo-saxão extraviado. Lancelot era filho do rei Ban de Benoic, distrito da Britânia. Com a morte do pai, Lancelot foi levado pela Dama do Lago para seu palácio sub-aquático. Quando Lancelot completa quinze anos, sua mãe adotiva o equipa e manda-o para a corte de Artur.

 Ele luta em favor de Guinevere, mas não há nenhum adultério entre eles. Lancelot tem namoros casuais e por casa-se com uma esposa amável e fiel. O primeiro a escrever sobre Lancelot ser amante de Guinevere foi Chrétien de Troyes, que dizia que a história estava sendo ditada pela condessa de Champanhe, que também ditava o estilo. No início da história, Meleagant, um cavaleiro infiel, prende muitos dos súditos de Artur em Goirre, terra rodeada de água. Por fim, Meleagant captura Guinevere. Lancelot luta por sua rainha e no final, em um combate solitário, consegue a libertação dela e de todos os outros reféns. A história se parece com a que é contada por Caradoc de Lancafarn em Life of Saint Gildas, trabalho escrito antes de 1130, que relata que Guinevere teria sido capturada por Melvas (transfornado em Melleagant por Chrétien) e levada para a Ilha de Vidro (chrétien leu Goirre em vez de Voirre). Artur com um grande exército recrutado em Devon e na Cornualha sitia Melvas e salva Guinevere. Na versão de Chrétien, ele trocou Artur por Lancelot. Artur é apresentado como um homem de boa índole, benevolente, mas ineficaz, o que reduz drasticamente o seu poder. Isto se deve ao fato que a corte de Champanhe, onde Chrétien escreveu sua história, não estava interessada em atos heróicos contra bárbaros na Inglaterra, mas sim na vida que estava na moda, na qual o rei Artur necessariamente fazia o papel de marido traído.

 A traição de Lancelot e Guinevere é permissível, sem arrependimento entre os dois, é somente em Lancelot, do Ciclo Popular ou Ciclo Bretão, que Guinevere exclama: "Teria sido melhor para mim se eu nunca tivesse nascido". Foi aí, com Malory, que Lancelot foi chamado de o primeiro herói do romance moderno. Lancelot é um homem de grandes virtudes pessoais e profissionais, sem forças para resistir a uma paixão que por um longo tempo acredita ser mais ou menos incorreta e que, por fim, aceita ser complemente errada. Ele tem inimigos: alguns têm ciúmes, outros ficam indignados com a sua ligação com a rainha e é isso que acabará levando à guerra civil. Mas muitos o amam, não somente Guinevere o ama, mas Artur o ama também; não somente a donzela de Astolat, mas o irmão dela, Lavaine; os cavaleiros devotados a ele sentem uma admiração euma forte afeição pessoal. Apesar de não poder ver o Graal por causa do adultério, Lancelot apresenta grande caráter moral tanto no epsódio com Sir Urre quanto no da Donzela de Astolat. Lancelot vai competir em um torneio disfarçado, assim, para desviar as suspeitas, aceita uma prenda de Elaine. Vitorioso, mas ferido, é levado por Lavaine para um eremitério para ser curado. 

Gawain, sabendo da verdadeira identidade do cavaleiro, o revela para Elaine, que cuidava dia e noite dele. Bors vai ao encontro de Lancelot, ansioso e constrangido por tê-lo ferido, e pergunta: "Mas é Elaine que está interessada em você?". "É ela. Não posso afastá-la de mim" - diz Lancelot. "E por que deveria afastá-la? É uma bela donzela, de boa aparência e bem instruída, e vejo, pelos cuidados dela para com você, que ela o ama muito". A resposta de Lancelot é agourenta: "Isso me deixa arrependido." Quando está curado e pronto para partir, Elaine o pede por marido e ele diz que prometera nunca ser casado. Ela então pede para ser seu amante, ao que ele fica horrorizado e diz que nunca poderia fazer tal maldade com quem o tinha tratado tão. Ela diz então que nada resta senão morrer de amor. Para evitar isso, Lancelot promete a ela um dote de mil libras por ano e mais qualquer cavaleiro que ela escolha para se casar. Ele recusa todas as propostas, pois o que quer é ser somente sua esposa ou sua amante. "Bela donzela, por essas duas coisas tens de me perdoar" - respondeu Lancelot. Assim ela gritou e desmaiou. Durante nove dias, Elaine não comeu, bebeu ou dormiu. No décimo dia ela morreu. 

A carta que pedira para escrever para Lancelot estava em suas mãos e ela foi colocada em uma barca recoberta de tecido negro que desce até Winchester. Na carta estava escrito: "Nobre cavaleiro, Sir Lancelot, agora é com morte que eu disputo o teu amor. Os homens me chamavam de Bela Donzela de Astolat, mas eu te amava, e por esta razão a todas as damas faço meu lamento. Rezem por minha alma e por fim me enterrem. Este é meu último pedido. E tomo Deus por testemunha de que como donzela casta morri. Sir Lancelot, reza por minha alma, pois tu és sem igual." Mas o romance entre Lancelot e Guinevere não poderia ficar para sempre ignorado. Modred e seu irmão Agravaine passam a vigiá-lo e por fim encontram Lancelot desarmado na cama da rainha. Lancelot mata o primeiro do bando que o ataca e foge. A rainha é condenada à fogueira. É fora dos muros de Carlisle que Lancelot salva a rainha, já despida, só de camisola, prestes a ser levada para o poste. 

Corpo a corpo ele vai abrindo caminho e, sem saber, mata Sir Gaheris e Sir Gareth, irmãos do vingativo Sir Gawain. Ele leva a rainha para seu castelo de Joyous Garde, para onde partem Artur e Gawain em seu encalço. A disputa é resolvida por um combate entre Gawain e Lancelot, com vitória de Lancelot. Neste meio tempo, Modred havia raptado a rainha e planejava casar-se com ela e tornar-se rei. Artur parte então para lutar contra Modred, morrendo os dois no confronto. Guinevere, arrependida, entra para um convento e Lancelot também entra para uma ordem, onde, depois da morte de Guinevere, definha aos poucos até morrer.


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Donato Giancola - Lancelot and Guinevere
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