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sábado, 14 de janeiro de 2012

Poema: "Acorda-me com o teu beijo" - de Florbela de Castro


És a minha luz,
A minha esperança,
O meu poema,
A minha música celestial,
O meu complemento.
Completa-me;
É uma afirmação,
Um pedido.

Quando estás longe
Bebo da tua lembrança
Alimento-me da expectativa
Do raiar do novo dia.
Mas vivo na noite,
Escura,
Sem luz.
A lua guia-me
Com os seus ciclos.
A penumbra rouba-me a esperança.
Onde estou?
Para onde me leva a corrente?
Para longe dos teus braços?
Acorda-me com o beijo dos teus lábios.
Acorda-me que eu te acordarei eternamente
Mas te darei descanso ao coração.
Perpetua o beijo...




14.01.2012

Florbela de Castro


Autor da imagem:Emilie Légér 
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Poema: "Algures" - de Florbela de Castro


À luz da lua
Os teus olhos parecem celestiais!...
Mas na claridade nua,
Eles adquirem a fogosidade das danças espirituais!
Podias ser outra pessoa qualquer,
Talvez até uma mulher…!

Talvez doutro tempo,
Algures…
Em outro momento…

A tua essência é forte
E irradia de forma fenomenal!...
Os séculos passam por nós para além da morte,

E eu penso:
-Será que és imortal?
Há quanto tempo já te conhecia e não te “via”?!...
Quando foi a tua última vida?...

Talvez noutro tempo,
Algures,
Em outro lugar…
Através dos tempos,
Fomos duas almas, percorrendo o mundo inteiro;
Encarnamos seres diferentes,
Em que tu foste desde músico a feiticeiro!
Podes ter sido, numa vida passada,
Meu irmão, meu amigo,
Quem sabe, uma pessoa amada!...

Talvez noutro tempo,
Algures,
Em outro momento…

Talvez doutro tempo,
Algures,
Noutro lugar…


23.02.1998
Florbela de Castro
Autor da imagem: Emilie Léger

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Poema: "Anjo na Sombra" - de Florbela de Castro


A minha alma está atormentada;
Este invólucro terreno
Este destino nada sereno
Tornou esta passagem
Demasiado amargurada.

Nunca me senti tão amada
Sem, no entanto, ser amada…

Terei de esperar uma completa existência
Para poder realizar este amor?
Quantos anos ou séculos
Demorarei a alcançar-te?...
Terei de empreender uma
Longa peregrinação
E procurar-te em toda a parte.

Se este sonho de amor
Não se puder realizar;
Se ficar impossibilitada,
A nossa reencarnação,
Ou simplesmente que a sua concretização,
Seja desfasada;
Suplicarei ao ser mais divino
Para poder velar por ti
E ser teu anjo-da-guarda.
Ao menos poderei dar-te amor,
Poderei mitigar-te a dor;
Poderei proteger-te e salvar-te,
Poderei confortar-te e embalar-te.
Tentarei dar-te uma existência menos sofrida
Ao menos, poderei estar ao pé de ti, amor da minha vida!

Somente o teu olhar,
Somente o teu respirar,
Me fazem reconhecer-me,
Feminina…

Eu amo os teus olhos
Eu amo a tua pele
eu amo o teu cheiro
Eu amo a tua boca.

Eu não desejo entregar-me a mais ninguém.
Porque te negas a aceitar…?
Porque foge de mim o teu olhar?...

Olha para dentro de mim
E vê esta ferida aberta,
Que teima em não cicatrizar…
Deixa o teu coração me amar…

Agosto 1998
Florbela de Castro

Autor da imagem: Feimo 

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Poema: "História por Narrar" - de Florbela de Castro


Era uma vez um cavaleiro Charmoso
De armadura prateada e porte garboso
Cavalgando à noite, reluzindo como um sol radioso.
Ele montava um cavalo côr de alvorada
Um puro-sangue,disso  ninguém duvidava
E juntos aparentavam uma poderosa força
 que ninguém quebrava.
Pararam num poço em que a maioria do povo
Murmurava ter magia e feitiçaria;
Mas afirmar que isso era real, ninguém o fazia.
O poço era mais profundo do que todos os possiveis medos;
Era um guardador de segredos
Mas fôra o único local apropriado para se encontrar
Com uma mulher especial e de grande relevo.
Ela aproximou-se, denunciando um aspecto lamentável,
Com o vestido rasgado curto, numa confusão inexplicável,
Tentando segurar os remendos mas com um fracasso inegável.
O cavaleiro estacou, tolhido
E sentiu no seu coração enraivecido
Crescer uma vontade de matar,como um bramido.
Que acontecera com  a sua amada querida?
Ela aparentava estar mais envelhecida!...
Pois no fundo do seu coração ele sabia que ela era a  mulher da sua vida!...
Os dois trocaram um profundo olhar,
Cheio de medo e com as dúvidas a ensombrar.
A voz dela soou varrida pela emoção; mas mesmo entrecortada foi clara por entre a perturbação.
- Haveis chegado demasiado tarde!
Os nossos inimigos ganaharam terreno e estão já fazendo um grande alarde,
Enquanto concretizam o ódio que neles arde!
- Estais muito cansada e encheis-me de enleio!
Descansai um pouco, sem receio
Com a minha espada me debaterei
Pela nossa honra, sem nenhum receio!
-Não entendeis o que eu pretendo dizer!
Lutar não é o melhor caminho para se percorrer,
Para eles receberem um retorno a condizer.
Eles necessitam ser chamados à razão,
E saber estimar esta terra em toda a sua dimensão
E reconhecer cada pedaço de chão
Como a palma da sua mão.
- Essa é a opinião que de verdade partilho
Mas o pensamento deles não segue pelo nosso trilho
Pois não se atrevem a eleger-me rei e a tratar-me como um filho.
-É um objectivo que tereis de alcançar
E é uma motivação para eles conseguirem acreditar
Que esta terra é boa e pacíifca
Para uma nova vida se começar.
-Eu penso que eles já conseguiram entender
Mas as ideias que deixam transparecer
São, que eles tencionam conquistar esta terra
Para o seu vasto império crescer.
- Nós não temos as mesmas possibilidades,
Apesar do nosso nome ter a força da verdade,
Nós temos que arriscar; e ao nosso inimigo destruir a fama e a identidade.
- Oh por favor não podeis ignorar que é um jogo que eles costumam adoptar
E que o seu único desejo é, imediatamente, uma guerra começar.

… E assim a mulher e o cavaleiro apertaram,
 mutuante
As mãos, num acto selvagem
Olharam-se profundamente
E cheios de voragem.
O cavaleiro compreendeu  a lealdade daquela mulher
E a sua coragem.
E se não se aperceberam do significado desta história
E o querem conhecer
Eu vos direi  as origens desta mulher:
Que é nada mais que a filha do inimigo
Que o cavaleiro deseja combater.
E ainda há algo que não foi revelado:
O cavaleiro é o soberano deste reinado
E por esse mesmo inimigo foi derrrubado;
Sendo assim por este cavaleiro confrontado.
Juntos, o casal vai iniciar uma nova vida;
O cavaleiro vai torná-la sua esposa querida,
E os dois irão trilhar uma nova etapa, já decidida:
A fundação de uma nova nação onde, no novo trono, o cavaleiro
E a sua amada se sentarão.
E aí toda a inveja e ganância desaparecerão!


15.05.1996\13.03.1998 - Florbela de Castro


Imagens autoria: Heise Jinyao

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Morria a noite..."Raindranh Tagore



Morria a noite... Um murmúrio corria de boca em boca:

O MENSAGEIRO! O MENSAGEIRO! AÍ VEM O MENSAGEIRO!

Inclinei a cabeça e perguntei: Vem já?

De todas as partes parece que estalava o Sim da resposta.

O meu pensamento, atormentado, dizia:

Não tenho ainda pronta a cúpula do meu palácio, nada está completo.

Veio uma voz do céu: Derruba o teu palácio.

Porquê? perguntou o meu pensamento

Porque hoje é o dia da chegada

E o teu palácio estorva a passagem!

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inner-connection.nl
Autor da Imagem: Josephine Wall

"Se..." - Rudyard Kipling



Se podes conservar o teu bom senso e a calma
No mundo a delirar para quem o louco és tu...
Se podes crer em ti com toda a força de alma
Quando ninguém te crê...Se vais faminto e nu,

Trilhando sem revolta um rumo solitário...
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu calvário
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão...

Se podes dizer bem de quem te calunia...
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor
(Mas sem a afectação de um santo que oficia
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)...

Se podes esperar sem fatigar a esperança...
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho...
Fazer do pensamento um arco de aliança,
Entre o clarão do inferno e a luz do céu
risonho...

Se podes encarar com indiferença igual
O triunfo e a derrota, eternos impostores...
Se podes ver o bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores...

Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste...

Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,
Voltares ao princípio, a construir de novo...

Se puderes obrigar o coração e os músculos
A renovar um esforço há muito vacilante,
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar avante...

Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre...
Se vivendo entre os reis, conservas a humildade...
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti à luz da eternidade...

Se quem conta contigo encontra mais que a conta...
Se podes empregar os sessenta segundos
Do minuto que passa em obra de tal monta
Que o minuto se espraia em séculos fecundos...

Então, óh ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!...
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.

Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem receares jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um homem!... 

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  • Autor da imagem: Feimo

"Sei Que Pareço" - António Aleixo



Sei que pareço um ladrão...
Mas há muitos que eu conheço
Que, sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço.

"Balada da Neve - Luar de Janeiro" - Augusto Gil


Batem leve, levemente,

como quem chama por mim.

Será chuva? Será gente?

Gente não é, certamente

e a chuva não bate assim.



É talvez a ventania:

mas há pouco, há poucochinho,

nem uma agulha bulia

na quieta melancolia

dos pinheiros do caminho...



Quem bate, assim, levemente,

com tão estranha leveza,

que mal se ouve, mal se sente?

Não é chuva, nem é gente,

nem é vento com certeza.



Fui ver. A neve caía

do azul cinzento do céu,

branca e leve, branca e fria...

- Há quanto tempo a não via!

E que saudades, Deus meu!



Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa gente e, quando passa,

os passos imprime e traça

na brancura do caminho...



Fico olhando esses sinais

da pobre gente que avança,

e noto, por entre os mais,

os traços miniaturais

duns pezitos de criança...



E descalcinhos, doridos...

a neve deixa inda vê-los,

primeiro, bem definidos,

depois, em sulcos compridos,

porque não podia erguê-los!...



Que quem já é pecador

sofra tormentos, enfim!

Mas as crianças, Senhor,

porque lhes dais tanta dor?!...

Porque padecem assim?!...



E uma infinita tristeza,

uma funda turbação

entra em mim, fica em mim presa.

Cai neve na Natureza

- e cai no meu coração.

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"Ser Poeta" - Florbela Espanca



Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!



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Autor da imagem: Josephine Wall

"Amor é Fogo que Arde Sem Se Ver" - Camões



Amor é fogo que arde sem se ver;


É ferida que dói e não se sente;


É um contentamento descontente;


É dor que desatina sem doer;




É um não querer mais que bem querer;


É solitário andar por entre a gente;


É nunca contentar-se de contente;


É cuidar que se ganha em se perder;




É querer estar preso por vontade;


É servir a quem vence, o vencedor;


É ter com quem nos mata lealdade.




Mas como causar pode seu favor


Nos corações humanos amizade,


Se tão contrário a si é o mesmo Amor?




(1524-1580)

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deshow.net
Autor da Imagem: Josephine Wall

"À Virgem Santíssima" - Antero de Quental



Cheia de Graça, Mãe de Misericórdia. 




 Num sonho todo feito de incerteza,
 De noturna e indizível ansiedade,
 É que eu vi teu olhar de piedade 
 E (mais que piedade) de tristeza... 
 Não era o vulgar brilho da beleza, 
 Nem o ardor banal da mocidade... 
 Era outra luz, era outra suavidade, 
 Que até nem sei se as há na natureza... 
 Um místico sofrer... uma ventura
 Feita só do perdão, só ternura 
 E da paz da nossa hora derradeira... 
 Ó visão, visão triste e piedosa! 
 Fita-me assim calada, assim chorosa... 
 E deixa-me sonhar a vida inteira!




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dignow.org

sexta-feira, 15 de julho de 2011

"Faltam-te Pés para Viajar?..." - Rumi



Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.
A viagem conduzirá a teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.

Rumi

Imagem da autoria de : Jonathan Earl Bowser
http://www.jonathonart.com/neb.html

Artwork © Jonathon Earl Bowser - www.JonathonArt.com

"Desde o Início da Minha Vida" - Rumi



 "Desde o início da minha vida,

Eu tenho olhado para o Teu rosto.

Mas hoje, eu vislumbrei.

Hoje, eu vi o charme, a beleza,

a graça insondável

do rosto que eu estava procurando.

Hoje, eu encontrei-te.

E aqueles que riram e me desprezaram ontem

Arrependem-se de não estar a olhar como eu estava.

Estou perplexa com a grandiosidade de tua beleza

e gostaria de vê-la com cem olhos.

O meu coração queimou com paixão,

e tem procurado sempre,

Por esta beleza maravilhosa que eu agora contemplo

Estou envergonhada de chamar esse amor humano,

E medo de Deus chamá-lo divino.

A tua respiração fragrante, como a brisa da manhã,

Chegou à quietude do jardim.

Tu respiraste a vida nova em mim.

Tornei-me o teu sol e, também, a tua sombra.

A minha alma grita em êxtase.

Cada fibra do meu ser é apaixonada por ti.

O teu brilho acendeu um fogo no meu coração,

e você fez radiante para mim a terra eo céu.

A minha flecha do amor chegou ao alvo.

Estou na casa da misericórdia.

E  o meu coração é um lugar de oração ".








"From the beginning of my life,


I have been looking for your face.


But today,I have seen it.


Today, I’ve seen the charm, the beauty,


the unfathomable grace


of the face that I was looking for.


Today, I have found you.


And those who laughed and scorned me yesterday


are sorry that they were not looking as I did.


I am bewildered by the magnificence of your beauty


and wish to see you with a hundred eyes.


My heart has burned with passion,


and has searched forever,


for this wondrous beauty that I now behold.


I am shamed to call this love human,


And afraid of God to call it divine.


Your fragrant breath, like the morning breeze,


Has come to the stillness of the garden.


You have breathed new life into me.


I have become your sunshine and also, your shadow.


My soul is screaming in ecstasy.


Every fiber of my being is in love with you.


Your effulgence has lit a fire in my heart,


and you have made radiant for me the earth and sky.


My arrow of love has arrived at the target.


I am in the house of mercy.


And my heart is a place of prayer."


- Rumi
 




Imagem da Autoria de: Jonathan Earl Bowser
http://www.jonathonart.com/cath.html
Artwork © Jonathon Earl Bowser - www.JonathonArt.com

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thehoopoesodyssey.blogspot.com

domingo, 16 de maio de 2010

Grãozinho de Areia- de Florbela de Castro



Sou um feliz grão de areia
Porque brinco com o Sol de Deus
Há quem me calque
E há quem me pegue graciosamente
Para escorregar entre os dedos.
Sinto a chuva,
A água do ar,
E o vento que me leva mais além.
Já fui uma grande pedra
Mas com o tempo
Tornei-me neste grãozinho
Prefiro ser pequenina
Do que grande e dura.
Posso ir onde eu desejar
Porque sou leve e pequenina,
Alegre e confiante.
Como pedra
Eu era grande e sólida,
Estática e presa.
Petrificada, não saia para lado nenhum.
Não preciso de muito
Só de ser quem sou.


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Autor da imagem: Feimo

quinta-feira, 18 de março de 2010

"An Angel Inside"- De Florbela de Castro



By a mistery of fate


I met an angel,


An Angel on Earth,


That contemplates Nature.


He has an hidden light


That grows inside himself.




I don’t understand why,


When I am with you,


Why my hearts beats


And my legs turn weak.


Then I think to myself


Maybe there’s some mistake.




When I looked into your eyes


There was a flash, I realize


A debt in our lifes.


This meeting was a blessing from Sky.




In spite of all


You give me Salvation


Your friendship and attention


Either if you love me or not.




And I look the stars above


Mother Mary says to me:


-“Girl, You’ve got to save him!


Heal him with God Energy!


You have to believe in love


And with faith you’ll also be free!”




I look at the mirror


I don’t want to love anymore!


I want to run away,


To get away from this pain!


I don’t choose this feeling inside


Tears fall down from my eyes


Is this a curse from fate?


Baby, I don´t know what to say!




In spite of everything


I close my eyes


And I’m in heaven


And there love isn’t forbidden


Just only in my head.


Thought I’d shut down my heart


But when I see you, angel


I feel I’m falling apart!


Master Jesus says to me:


-“Love him and your souls will be saved from the dark!”




It’s a mistery of life


That I’m in love with you


But I am standing on my feet


Even if I get down on my knees.


When I’m in touch with you


I’m all pure, I cannot lie!


It’s such a feeling inside!


Baby, I love your light!




When I’m with you


I don’t have fears


You make me laugh to tears!


But when I am alone


My mind mix all my thoughts




And Lady of Love says to me:


“- you feel love that you deny!


But your heart cannot lie!


Don´t sheat yourself!


This love is no damnation.


Girl, it’s your salvation!


Darling it´s no curse


It’s only a design from heaven!


And if you love this angel


So help him to be happy on Earth!


15 Março 2010

Imagem : Angels in Love (Photo-art from Desktopnexus)


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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lançamento da Colectânea de poesia "A Traição de Psiquê"


A Traição de Psiquê é uma edição da Lugar da Palavra Editora, com o apoio da ARGO – Associação Artística de Gondomar, que pretende reunir diversos textos em forma de poesia/prosa poética, de vários autores, cujo tema central é o Amor e o Erotismo;
O livro será apresentado, no dia 5 de Dezembro, às 16 horas, na Biblioteca Municipal de Gondomar, no âmbito de uma tertúlia de poesia de
amor e do erotismo, integrada no projecto da Argo, IV Prémio Nacional de Arte Erótica 2009.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Os Sentimentos do Homem"



Fala sobre os sentimentos do homem,
De tantos sonhos esperados,
Por uns alcançados
E por outros esquecidos,
Que num mundo tão diferente
Tiveram que esquecer e seguir em frente
Mesmo que no fundo da alma
Algo gritasse por dentro,
Como que se sentisse incompleto.
E aqueles que sonharam e resistiram ao tempo
Nada sentem,
Tornando–se cegos pela alma.
Fica a questão
Quem vive por completo?
Quem se sente realmente feliz?
E nestes tempos e nesta realidade
Quem é feliz realmente?
Quem pode saber o que quer da vida
Se nunca estamos bem com o que temos.



Web site desta imagem

taringa.net
Autor da imagem: Heise Jinyao

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Emoções à Flor da Pele "



Numa juventude louca,
Cheia de emoções,
Por vezes com muitas
Tristezas nos corações,
Fica uma realidade perdida,
Se sonhar traz felicidade
Ou me deixou esquecida
Num mundo de ilusão com
Sonhos por viver.
Esteja feliz ou contente um dia
Todos vão estar na minha frente
Será felicidade?
Quem vem dizer a verdade?


Website da imagem: artereyes.ru
Autor da imagem: Feimo